domingo, 1 de maio de 2022

Duas novas obras em comemoração à 20a edição do Livro de Graça na Praça


No dia 11 de setembro, lançamento do livro MITOLOGIA.

Em maio ou junho, lançamento do livro Encontro Não Marcado, coautoria de Fernando Sabino e José Mauro da Costa.

Aguarde. Em breve, outras notícias.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Farsa da Antiga Pindorama, mais uma saga versada de José Mauro da Costa




FARSA DA ANTIGA PINDORAMA

A  ciência  vence a  Farsa


Pindorama, em Tupi-Guarani, significa "terra das palmeiras". Foi nossa primeira denominação,  bem anterior à  "descoberta" de Pedro Álvares Cabral.

Esta é uma obra de Ficção. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas,  terá sido mera coincidência 


Aos leitores


A saga de Belzebu e Dinato, com as alegorias humanas Todo o Mundo e Ninguém, foi iniciada por Gil Vicente, no ano da 1532 – trecho no Auto da Lusitânia.

 

Dei um complemento pessoal àquelas suas  críticas com a Farsa da Antiga Terra de Santa Cruz (4˚ ed.,2000), quando entraram em cena, também aqui presentes,  Plebe e Pouca Gente.

 

Agora, em 2022, e como consequência deste conturbado momento por que passa todo o mundo – e de modo especial nosso país – retorno à saga versada, com esta `Farsa da Antiga Pindorama`, título e texto em homenagem a nossos irmãos, os índios brasileiros  - abandonados, explorados e desprotegidos pelos governos (Art. 22, XIV da Carta Magna).

 

Em todos os textos, nos anteriores e neste, surgem personagens, diga-se, convidadas por um suposto ser superior. 

A propósito, o Chefe do Inferno tem cerca de 85 denominações, dicionarizadas ou não.  Vejamos alguns exemplos:  Gênio do Mal, Espírito das Trevas, Demônio, Satanás, Belzebu, Dragão, Bruxo do Inferno, Espírito Maligno, Lucifer, Mefistófeles, Anjo Mal, Anjo-Caído, Decaído, Pai da Mentira, Maldito.

 

Para não pronunciar o nome de `Diabo`, a superstição popular o substitui por vários outros, o que se considera "tabu linguístico", como:  Arrenegado, Tinhoso, Coisa-ruim, Excomungado, Maligno, Belfigor, Cão, Chifrudo,Rabudo.


Belo Horizonte, fevereiro de 2022

 José  Mauro  da  Costa

 

 

 

Farsa da Antiga Pindorama

José Mauro da Costa

 

1.

Lúcifer, o mal eterno

Desesperado no Inferno

Seu mau-humor não domina

Tudo errado lá na Terra 

Há muitos anos sem guerra

Que será que ele imagina?

 

 

2.

Estando de saco cheio

Tratou de arranjar um meio

Para aprontar outra vez

Criou e ficou contente 

Um vírus muito potente

Foi isso mesmo que fez.

 

 

3.

Nada mais que de repente

Afeta tudo que é gente

Negro, branco ou amarelo

Os índios em cada taba

Incluso o morubixaba

Ninguém foge do flagelo

 

 

4.

Em pouco mais de um dia

O vírus se autorrecria

Se espalha muito fatal

Mais uma Babel provoca

Satã se exalta na toca

É outra guerra mundial!

 

5.

Todo o  Mundo está sofrendo

Ninguém a paz merecendo

Padece a Plebe doente

Essa atroz enfermidade

Atinge campo e cidade

Se salva só Pouca Gente

                                                            Então Satã,  o Maldito 

                                                            Passa a ser chamado Mito

 

 

 Após a criação desta crueldade, o Maligno fica satisfeito e também descansou no 7˚ dia. Lembrou-se de Belzebu, que andava sumido. Ele estava...

 

6.

Belzebu foi candidato

Acompanhou-o Dinato

Como cabo eleitoral

Ganhou eleição no tapa

Num país fora do mapa:

Deputado Federal

 

 

7.

Seus asseclas no plenário 

Em tosco vocabulário

Indicam a cloroquina

`"Essa gripe vai passar

E o emprego vai voltar

Não precisa de vacina"

 

 

8.

E sempre mais ele quer

Para adular Lúcifer

E o chefe ficar contente

Já pensando em vinte e dois  

Não vai deixar pra depois

Vai querer ser presidente

 

 

9.

Pois dessa demagogia

O eleitor se convencia

E aplaudia esse coveiro

Perde a visão e não sente

Belzebu é tão-somente 

Lobo em pele de cordeiro

 

 

10.

Justiça ali foi comprada

Inquéritos dão em nada

E a corrupção avança 

Gênio do Mal incentiva

Quanto maior a ofensiva

Mais merece a confiança

                                                                     Maioria de Zé-ninguém

                                                                     A exclamar amém, amém 

 

 

 Cheirando a enxofre e  soltando fumaça pela venta, Dinato envia mensagem ao Inferno, em Diabês e por whatsapp, pois os demônios também criaram sua rede social, como foi dito anteriormente.

 

11.

Ao relatar esses atos 

Dinato descreve os fatos

Ao severo comandante 

Como servo submisso 

Assume outro compromisso

Que todos males suplante

 

Ora...

 

12.

Espírito do Mal

Punha fogo num jornal

Que defende o isolamento

Ao receber as notícias

Reviveu suas malícias 

Desde após seu nascimento

 

Belzebu estabelecido, resolveu transferir Dinato

 

13.

Dinato está secretário   

De outro terrível sectário

O medonho Belfigor

Formado em Economês

É no exército diabês 

Chefe do Estado-Maior

 

 

14.

Belfigor não dá moleza

Só deixa mal e tristeza

Por onde ele vai ou vem

Criou a gripe espanhola

Na África foi o ebola

E mais a dengue também

 

 

15.

Serrilhados são seus dentes 

Língua igual a das serpentes

Destruiu Funai e Ibama

E tal como um falso amigo

Deixou sem tanga e abrigo

Os índios de Pindorama

 

                                                                    Os  Zé-ninguém num só grito

                                                                    Repetem é Mito, é Mito

 

 16.

Foi sem qualquer cerimônia 

Que desmatou a Amazônia

E queimou o Pantanal

Pôs o Rio em corda bamba

Sem praia, turismo e samba

Predou o parque industrial

 

 

17.

Cai o ministro da saúde 

Dizendo fiz o que pude

E o que fez foi tudo errado

Militar incompetente

Em vez de marchar pra frente

Tornou-se um pobre soldado

 

 

18.

O povo do bem se espanta

Horrorizado com tanta

Falta de entendimento

A política interna

E a diplomacia externa

Vivem seu pior momento

 

 

19.

Se falar na Educação

Ou no aumento da inflação

Lucifer dana a sorrir 

Mas nem tudo está perdido

Se cuida, Anjo-Caído 

Seu final está por vir

 

                                                 Também a defenestrá-lo

                                                 Tem torcedores do Galo

                                                        

 

 Deixemos por ora Belfigor a espalhar destruições e maldades. Vejamos o que ocorre durante a praga do Coronavírus.

 

No Inferno...

 

20.

Do mal essa correnteza

Sofre uma dura surpresa

A capetada adoeceu

O pulmão arde no peito

Alta febre sem respeito

Corona aconteceu!

 

 

21.

Comprada em algum lugar

Belzebu lhes foi levar

A vacina antifebril

Satanás lhe fica grato

E afirma ser candidato

Nas eleições do Brasil

 

                                                     Mas seu discurso declina

                                                     Por ser contrário à vacina

 

E na Terra...

 

22.

Provocando um frenesi

Instalou-se a CPI

Como o sol no amanhecer

Será como pó-de-mico

Pra tudo quanto é milico

Que fugiu do seu dever

 

 

23.

Todo o  Mundo se apresenta

Com a fé que afugenta

Qualquer demonização

`Esteja onde estiver

Vade-retro Lúcifer

Volte à sua escuridão!`

 

 

24.

A cura ainda demora

Não é hoje nem agora

Depende de mais cuidado

Pois o Tinhoso não dorme

Quer que Ninguém se informe

E ande Todo o Mundo armado

 

 

25.

Não há mal que sempre dure

Sempre surge algo que cure

Homem, mulher e criança

Com enorme competência 

Está trazendo a ciência

O mais verde da esperança

 

26.

São anjos de asa branca

Que entram em guerra franca

Contra o corona mortal

Dia e noite, noite e dia

Levam a luz que alumia

Os doentes do hospital

 

 

27.

Profissionais da saúde 

Tornam-se heróis na atitude

Contra os ardis de Satã

Todo o mundo então proclama

Dois nomes de muita fama:

Fio Cruz e o Butantan 

 

 

28.

Que luta, meu Deus, que luta!

Aqui estão em disputa

Bem e o Mal outra vez

E Ninguém fica de fora

Do Cão chegará a hora

De pagar pelo que fez

 

 

29.

E o pagamento será

Da pior forma que há

Por ser tão incompetente

E o comando tão bisonho:

Pode acordar do seu sonho

De querer ser presidente

 

 

30.

Não passa Mefistófeles

Nada mais do que um reles

E desmiolado bufão

Quando passar este inverno

Ele voltará pro inferno

De volta virá o verão.

 

Após essa cruenta batalha, conclui-se mais uma etapa da Farsa, mandando recado ao Coisa-Ruim e seus 

asseclas,  que devem estar chorando pitangas com os chifres derretendo e os rabos entre as pernas

 

31.

Com ciência e muita fé

Ninguém virou jacaré

Arma nunca é solução

Lúcifer foi derrotado

E perdeu o eleitorado:

Vacina é a salvação!

 

                                                             Mais uma vez tá provado

                                                             Será o candidato errado

 

32.

Quanta energia perdida

Na terra bem protegida

O vírus vai pro bueiro

Após tanto reboliço

Satanás viu que o feitiço

Virou contra o feiticeiro.

 

(Laus Deo)   

 

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA 2021 - CONVITE AOS AUTORES E PARCEIROS



Todos os autores e parceiros da coletânea espacial CONTATO têm um encontro marcado  no próximo domingo, dia 19 de setembro, entre 8h e 12h, na Praça de Santa Tereza (Praça Duque de Caxias).


Na oportunidade, distribuição dos volumes já requisitados, camisetas LGP 2021 e crônicas de Fernando Sabino.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Livro de Graça na Praça 2021: capa, conteúdo e programação



 


A distribuição dos exemplares aos autores será feita, como no ano passado, no coreto da Praça de Santa Tereza (Praça Duque de Caxias) de 8h às 12h. do próximo dia 19 de setembro.

Com uso de máscara e sem aglomeração (não haverá mesas e cadeiras), cada autor receberá a quantidade de livros já acertada.

 

Título: CONTATO

Ilustrações: Walter Lara

Orelhas: Arthur Vianna

Homenagem a Ronaldo Simões Coelho (in memoriam)

Prefácio: Eugênio Ferraz

Aos leitores: José Mauro da Costa

 

Autores e seus textos, pela ordem:

 

Rogério Faria Tavares - Meu aniversário de 500 anos

Edésio  Batista -  Foguete Santos Dumont

Claudinei  Vieira - Sem apelação 

Christian Coelho - Terra

Fabiano Salim - O cosmogenista 

Fernando Fabbrini - E a nave foi

Marina Ruivo - Entrar no modo felicidade

Leida Lusmar - O fotógrafo 

João Camilo Torres - A breve e singular vida da borboleta 

Geraldo Amâncio Pereira - Viajante do arco-íris

Yuri  Martins - Amigo urubu

Bruno Terra Dias - Formas poeirentas e infinitesimais inflados

José Flávio Vieira - O sexto selo

Cícero Christófaro - Alea jacta est 

Anilda Figueiredo - Estrela cadente

João Nicodemos  - Libélulas

Claude Bloc - Um pouso de graça na praça

Josenir Lacerda - Mistério na Chapada

Olavo  Romano - Peripécias no Cipó




terça-feira, 6 de julho de 2021

Entrevista com José Mauro na revista memória CULT




No ar, mais uma edição da revista memória CUT. Editada pelo engenheiro, jornalista e escritor Eugênio Ferraz, o número 31 da prestigiada revista de cultura oferece a seus leitores, entre outras matérias de interesse, uma entrevista com o coordenador do Livro de Graça na Praça, professor José Mauro da Costa. Nela, José Mauro conta como nasceu o projeto e faz um balanço de um evento que já distribuiu cerca de 450 mil exemplares e atingiu mais de um milhão de leitores.

Entre no site memoriacult.com.br e boa leitura.

domingo, 4 de julho de 2021

LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA - EDIÇÃO 2021

                                                                            

Contato

Coletânea de Ficção Científica

 

Orelhas:

Arthur Vianna

 

Prefácio:

Eugênio Ferraz

 

Aos leitores:

José Mauro da Costa

 

Diagramação: 

Gustavo Lara

 

Capa e ilustrações: 

Walter Lara

 

Autores:

Rogério Faria Tavares

Edésio Batista

Claudinei  Vieira

Christian Coelho

Fabiano Salim 

Fernando Fabbrini

Marina Ruivo

Leida Lusmar

João Camilo Torres

Geraldo Amâncio 

Yuri Martins

Bruno Terra  Dias

José Flávio Vieira

Cícero Christófaro

Anilda Figueiredo

João Nicodemos

Claude Bloc

Olavo Romano e

Josenir Lacerda.

 

terça-feira, 23 de março de 2021

Foi dada a largada para o Livro de Graça na Praça 2021


Em plena viagem espacial, a 19ª edição do Livro de Graça na Praça já tem a relação de seus tripulantes.



19° LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA  🖖🖖

Gênero: Ficção Cientifica 

Prefácio : José Mauro da Costa

Diagramação: Gustavo Lara 

Capa e ilustrações : Walter Lara  

Aterrissagem prevista: setembro de 2021

 

Escritores:

Antônio Klévisson Viana

Arthur Vianna

Bruno Terra Dias

Christian Coelho

Cícero Christófaro

Claudinei Vieira

Dagmar Braga

Edésio Batista

Eugênio Ferraz

Everaldo Chrispim

Fabiano Salim 

Fernando Fabbrini 

Geraldo Amâncio Pereira

João Camilo Torres

João Nicodemos 

José Flávio Vieira

Josenir Lacerda

Jussara de Queiroz

Leida Lusmar

Marina Ruivo

Olavo Romano

Petrônio Souza Goncalves

Rogério Faria Tavares

Yuri Martins

 🖖🖖

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

CONSIDERAÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Mensagem do professor José Mauro da Costa, idealizador e coordenador do 

LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA




Alô, pessoal.

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

 

"Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo" (Paulo Freire)

"Se você acha que a Educação é cara, experimente a ignorância" (Derek Bok)

"A crise da Educação no Brasil não é crise. É um projeto" (Darcy  Ribeiro)

 

Um projeto construído e mantido por todos os governos. Dela, a Educação, desdenham, corrompem-na,  humilham-na. Por estimativa do Banco Mundial, de 2018, o Brasil demorará 260 anos para atingir nível de leitura dos países desenvolvidos. Bem, estamos em 2020, então restam apenas 258 anos.

 

"O que me preocupa não é o grito dos maus mas o silêncio dos bons" (Martin Luther King)

 

Exemplos recentes comprovam o desdém, a falta de compromisso dos governantes. Chefe de  Governo destemperado, ministros despreparados. Cinemas, museus e teatros fechados, incendiados ou transformados em boates e agências bancárias. 

Vejam este  exemplo: a Imprensa Oficial de nossa MG, órgão secular, porque sadia e bem administrada(só pode ser por isso)recentemente virou fumaça com uma simples canetada governamental. Estupro cultural,  foi dito na época. 

 

"De tanto ver nulidades, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"  (Rui Barbosa, discurso no Senado Federal, 1914).

 

A mim me honram os exemplos de ilustres escritores e educadores que  pensaram nas próximas gerações. Darcy, já citado (lembram-se dos Ciep's? ), Paulo Freire (ofendido pelo atual presidente), Monteiro Lobato (Um país se faz com homens e livros),Florestan Fernandes, Anísio Teixeira, Helena Antipoff  (cuidar de crianças e adolescentes com necessidades especiais).

 

                                                                         *

 

Há 520 anos nosso país é roubado, espoliado, campeia a politicagem malandra - exceções à parte. Desde a carta de Caminha  -  em que solicita certo "arranjo" ao rei de Portugal, nada mudou. Nestes tempos atuais os "arranjos" são desavergonhadamente acertados à luz do dia, com televisão a testemunhar nem um mínimo de compostura, a mostrar aos brasileiros os palavrões e descabidas propostas em reunião ministerial. 

Dos ex-ministros da Educação e da Cultura do atual governo prefiro não falar o que penso, em respeito ao leitor.

É, nós éramos infelizes e não sabíamos.  Agora sabemos.

 

"Esta terra ainda vai cumprir seu ideal" (Chico Buarque de Holanda, "Fado Tropical"). Ainda?...

 

                                                                            *

 

Artigo 208, parágrafo 2°, da Constituição da República Federativa do Brasil: "O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público,  ou sua forma irregular, importa responsabilidade da autoridade competente."

 

"Mentiram-me.  Mentiram-me ontem

e hoje mentem nova/mente. Mentem

de corpo e alma, completa/mente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sincera/mente

                           ...

E de tanto mentir tão brava/mente

constroem um país

de mentira

diária/mente"

(Afonso Romano de Sant'anna, "Que país é este?")

 

                                                                           *

 

Surge um novo presidente, a proclamar "A Constituição sou eu". Que tentativa insana, meu Deus! querer imitar Luís XIV ( "O Estado sou eu"), aquele tal rei sol, pervertido e obsceno.

E certos vassalos  de alto coturno a lhe bajular as botas. Se não, são perversamente defenestrados. "Ele manda, eu obedeço" assegurou o ministro de 3 estrelas, abdicando-se da autonomia que lhe conferem o cargo e a função. Tão cegos na subserviência que nem ousam observar que também esse "rei" está nu.  Por conta dessa vassalagem ninguém vê, não ouve, não fala, tal e qual aqueles três macaquinhos.

 

"Já não restam deveres para aquele cujo amor único é o EU, que se deleita no EU  e no EU repousa satisfeito"

(Bhagavad Gita, CAP. 15)

 

"Até quando, Catilina , abusarás de nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa sua loucura?"

(Marco Túlio Cícero, no Senado Romano, 63a.C.)

 

A meu juízo, do que se precisa é o governo acabar com esse maniqueísmo, com esses sofismas.

E parar de discutir o que é certo ou errado fazer, evitar as chamadas "fake-news", as intrigas palacianas. E começar a dar o bom exemplo ao povo brasileiro. O presidente costuma fazer citações religiosas. Sugiro a S.Exa., com todo o respeito, reler em sua Bíblia, Mt 5,37 e 15,11.

 

                                                                          *

 

O princípio  da Educação é pregar pelo exemplo. Concretizar um sonho, um ideal.

Idealismo não é sonho.  Me digam: quanto basta o "Imagine" como Lennon  propunha? "Se tudo é  sonho, o sonho é nada" (Fernando Pessoa). Idealismo não se confunde com Ideologia política. 

Caros amigos : nós,  do Livro de Graça na Praça,  sonhamos e agimos. Lutamos o bom combate.

Altruisticamente. Pela Educação no Brasil. Pelo bem do Brasil. Por esta terra amada Brasil. Nosso  excelso exemplo de cidadania.  

 

                                                                          *

 

Esta é uma mensagem de despedida.

Não há necessidade de explicações.  Por motivos pessoais, lhes digo.

Cuidarei para que o blog permaneça ativo porque retornarei à origem - às praças  -  onde  tudo começou. 

Agradecimento é devido a todos, pelo convívio que fortaleceu o espírito de companheirismo  ("cum pane"). Mas impossível fazê-lo diretamente aos 286 escritores, às parcerias, aos inúmeros colaboradores e a um tantão de incentivadores. Faço-o, me permitam, por seus intermédio, recordando-me,  nestes 18 anos, de um por um, essa enorme rede do bem.

Por final, aproprio-me  -  e a ele me alio  - de trecho da música "Divina Comédia Humana", do inesquecível cantor Belchior, que tive a satisfação de conhecer  em Sobral, sua terra natal:

 

          "Ora direis, ouvir estrelas,

          Certo perdeste o senso

          E eu vos direi no entanto:

          Enquanto houver

          Espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer NÃO 

          Eu canto!"

 

 Fraternal abraço.

 

José Mauro, na primavera de 2020 em Belo Horizonte