sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Apresentação

Por pura engenhosidade,
De denodados senhores,
Mestres em literatura,
Todos eles escritores,
Este volume entra em cena,
E o que deseja na arena,
É agradar seus leitores.
Contém contos variados,
De bravura e fantasia,
De profissões do passado,
Já extintas hoje em dia,
Cumpridas com habilidade,
Relembradas com saudade,
Narradas com maestria.
Cada fato relatado,
Um pouco do autor revela,
Seu estilo, seu enredo,
O seu cuidado e cautela
Com a precisão do texto
E a clareza do contexto,
Na frase polida e bela.
Quem já não ouviu falar
No amolador paciente,
Que amolava suas facas,
De maneira eficiente,
Para cozinha, açougueiro,
Pra capar touro e carneiro,
E por vezes também gente?
Saudosos tempos aqueles,
Do alfaiate, da modista,
E de quando o farmacêutico
Era chamado droguista.
E parabéns, homenagens,
Se passavam por mensagens
Do velho telegrafista.
Belo ofício o do ferreiro,
Que de forma artesanal,
Fabricava faca e foice,
Roçadeira e castiçal,
Espeto de todo porte,
Mas por capricho da sorte,
Seu espeto era de pau.
Mais casos interessantes
Este compêndio contém,
Como histórias de tropeiros
E de parteira também,
Que sem medir empecilho,
Salvava a mãe e o filho,
Sem cobrar nenhum vintém.
Por fim lembro Castro Alves,
Quando prega a difusão
Do livro como veículo
Do saber, da instrução,
Pois livro é como candeia,
E aquele que o manuseia,
Recebe iluminação.
Então juntem-se os autores,
Sem discussão, arruaça
E que com muita alegria,
Enfim a festa se faça,
Em praça cheia de gente,
Com livro como presente,

Distribuído de graça.
Livro de graça na praça,
Dado assim, de mão em mão,
Que seja cada exemplar,
Desta mais nova edição,
Um incentivo à leitura
E à difusão da cultura,
Para o bem desta Nação.

Edésio Batista
Membro da Academia dos Cordelistas do Crato
Cadeira nº 5

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